Posts Tagged: crônicas Raísa Trindade

Rai Lispector
Sim, a gente mente! #RaiLispector
junho 23, 2017
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A gente mente que estava no banho quando o telefone tocou, mente que pegou no sono por isso não respondeu, mente que foi numa festa que nunca foi, mente que esqueceu a ex. Mente que “não foi eu, foi meu irmão”, mente que tá tudo bem quando tá tudo uma merda e mente quando diz que desculpou o que ainda tá doendo.
Uma mentirinha aqui, outra ali, o caso é que ninguém passa batido, nunca. Mas o que mais me assusta é saber que entre aqueles que mentem, existe uma subcategoria mais perigosa: OS QUE GOSTAM DE MENTIR!
Talvez pelas confusas sensações de superioridade, poder e sagacidade. Sei lá! Só sei que me assusta imaginar que alguém coloca a mentira como sua primeira opção, e que há um prazer nisso.
Sem nenhum embasamento teórico, arrisco a dizer que isso é uma patologia. Então vou deixar o contato da Vanessa Monteiro aqui no final desse texto, uma psicóloga muito competente que me acompanhou durante um bom tempo, trazendo-me resultados maravilhosos.
Se você é do time que conta mentirinhas casuais, tamo junto 🙄. Não me orgulho disso, mas prometo mudar (mentira!)!
Pensei em um outro final pra esse texto, mas Jorge Ben Jor entrou na minha cabeça cantarolando que “se malandro soubesse o quanto é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem”.
Malandramente, eu vou seguir esse conselho.

 

Saúde & Bem Estar
Sempre tem alguém que: “Noossa, não vi nada demais!”
junho 6, 2017
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Há alguns anos atrás tive a oportunidade de conhecer a Fabiana (nome fictício – sempre quis escrever isso porque acho muito adulto), uma jovem que, além de qualidade e defeitos como qualquer pessoa, tinha sempre um comentário pejorativo a fazer sobre as realizações do outro. Se alguém chegava com um vestido bonito e todos elogiavam, ela comentava que aquele zíper é uma merda e estoura muito fácil!
Uma amiga conseguiu comprar um apê, que bacana! Mas Fabiana lembrou que com o Minha Casa, Minha Vida qualquer um consegue comprar uma casa. Isso não era nada demais!
E quando eu disse para Fabiana que ganhei um par de convites para uma festa bacanérrima, ela contou que a produtora dessa festa era amiga dela, e que eles realmente estavam distribuindo alguns ingressos para “dar uma movimentada” no evento …
Fabiana fez inúmeros comentários desse tipo.
Ao longo da vida eu conheci mais algumas outras Fabianas.
Provavelmente você também conhece uma Fabiana!

Porque estou te contando isso?
Primeiramente para que você saiba que suas realizações são INCRÍVEIS sim, (por mais que alguém te diga o contrário), seja um vestido que encontrou na liquidação ou a aprovação num concurso público.
E também para pedir que você olhe com amor para as pessoas que agem dessa forma, e que inclua elas nas suas orações. Elas precisam.
Não é difícil entender que essas pessoas tiveram um problema de autoestima, que involuntariamente (ou não) as empurram para comentários ou ações que diminuam o outro.
As vezes uma criança que não ouviu muitos elogios, um adolescente que foi muito cobrado nos estudos, enfim …
Tô te convidando pra ver o outro lado. Não tô pedindo pra você abstrair que Fabiana tem atitudes escrotas (continuo achando escroto pra caralho), mas peço que você não guarde a mágoa que transbordou a Fabiana e respingou em você!
Se você ainda achar que Fabiana não merece sua compaixão, FAÇA ISSO POR VOCÊ!

Espero que tenham gostado do texto. Eu amei, mas a Fabiana não vai ver nada demais …
Oremos!

Saúde & Bem Estar
Amar é se iluminar quando o outro brilha ..
maio 5, 2017
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Sexta à noite, celular descarregado, eu tinha 1 hora e meia de viagem pela frente e nenhuma distração. Para a minha sorte, duas amigas que não se viam há um tempo engataram numa conversa no banco de trás.
Sim, eu escuto a conversa alheia!
Falaram do preço da carne, da mudança de chefe no trabalho, de filho doente, receita de cuscuz, e no meio desse papo uma delas disse: “Meu marido agora cismou que quer fazer faculdade. Já tô tirando isso da cabeça dele, porque faculdade tem um monte de mulher e ele já é muito engraçadinho pra fazer amizadezinha …”
Pensei: “Porra, porque as pessoas se sentem diminuídas ou ameaçadas pelas qualidades ou evolução do outro? Não só em relacionamentos amorosos, mas também no local de trabalho, ambiente familiar, etc …”
“Mas Rai, ela só estava com medo de ser traída.” –  Te garanto que deixar ele fora de uma sala de aula não é garantia nenhuma de fidelidade! 😉 
Vejo constantemente pessoas que tentam ofuscar o brilho de seus amigos, companheiros e colegas de trabalho, numa tentativa frustrada de se sentir superior ou de impedir que essas pessoas atraiam a atenção de terceiros. Em vão.
Se você costuma evitar as qualidades e esconder os talentos das pessoas que você ama, tem um recalque mal trabalhado aí, heim! Querer um marido, amiga, namorada que não evolui, que não estuda, não cresce, É COISA DE GENTE MEDÍOCRE. Que prefere estar cercada por pessoas que ela considera inferior, porque na cabecinha desse tipo de pessoa a concorrência é menor!
Olha gente, eu não sei vocês, mas EU AMO ESTAR CERCADA DE GENTE FINA, ELEGANTE E SINCERA … Acho que a gente evolui e acaba aprendendo a ser assim também, por osmose sabe, rs?!
Ok, isso não significa que eu não sinta uma invejinha de vez em quando, mas oro para que Deus tire isso do meu coração bem rápido. Na grande maioria das vezes eu procuro enfatizar o quanto as pessoas que eu amo são acimas da média (talvez seja por isso que elas estejam perto de mim, né?!).
Meu namorado não tá comigo porque ele é normalzinho, NÃO, tá comigo porque é foda!
Minhas amigas não são medianas, são SENSACIONAIS, INDEPENDENTES, DECIDIDAS!
Enfim, eu quero as melhores pessoas perto de mim e falo com orgulho dessas pessoas, porque sei que sou especial, elas são especiais e NÓS SEREMOS ESPECIAIS JUNTOS!
Espero que a colega do busão entenda isso…
Rai.
Saúde & Bem Estar
Síndrome do “Olha Como Eu Sou Legal”!
abril 26, 2017
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Esses dias eu estava editando minha biografia no Instagram, e me peguei brigando comigo mesmo para encontrar as melhores palavras que me definissem. Queria que as pessoas lessem minha biografia e já entendessem que eu falo de fé, mas também falo muito palavrão, caço roupa barata, corro atrás dos meus objetivos mesmo odiando atividade física. Faço look do dia mas também trabalho em um projeto social lindo.
E agora? Como faço para mostrar isso tudo em tão poucos caracteres?
Eu quero mostrar minha melhor versão para que as pessoas se interessem e me achem incríveeeeel. (Ei coisinha, vá devagar! De-va-gar!)
Isso se estende na vida real. Quando queremos provar para nossa família que somos bem sucedidos, apesar de não estar no emprego que eles sonharam pra nós. Quando eu quero mostrar para meus amigos “cults”, que o fato de dançar com o som do Nego do Borel não me impede que viaje escutando Chico Buarque.
Quando a gente quer afirmar para os outros aquilo que a gente sabe que é. E ponto.
Enfim, não consegui fazer uma porra de biografia legal para o Instagram. 
Mas consegui entender que por mais que a gente queira mostrar nossa melhor versão, as pessoas vão enxergar aquilo que lhes convém.
E que diferente do que diz o ditado, SUA VIDA NÃO É UM LIVRO ABERTO, e você não precisa explicar tudo que faz e nem precisa se fazer entender a qualquer custo.
Deixem que tirem suas próprias conclusões. Eles farão isso de qualquer maneira, por mais que você se mostre com plumas e paetês.
E nessa busca por ser aceita, compreendida, você se mostra demais, e acaba entregando todo aquele tesouro que merecia ser descoberto aos poucos …
Minha versão é essa hoje, e ela tem um monte de coisa legal e um monte de coisa bosta. Provavelmente será bem melhor amanhã, ou não. Só vai saber quem quiser ficar por aqui …
A gente tá (ou deveria) constantemente querendo melhorar, tipo aplicativo quando atualiza sabe?!
Espero que essas “novas atualizações” só melhorem seu app!
Como disse Maria Ribeiro em sua última crônica: meu eu de dezembro não teria assunto com meu eu de abril …
Eu digo: ainda bem!
Rai